sexta-feira, 27 de março de 2009

ESCOLHAS

O mundo em que vivemos é uma ilusão, onde todos nós somos parte de uma matrix, entregamos nossas vidas nas mãos do imaginário, de uma entidade superior pela qual honramos, é para ela que dedico todas atitudes e tudo o que ocorre ao redor do nosso umbigo, É OBRA DELE. Isto é sermos marionetes do que julgamos existir, como diz um poema de Ricardo Muzafir (EU):

"Marionetes

Alguém está mexendo com meu braço direito
Fazendo minha perna caminhar para frente
Agora está conduzindo meu corpo
Guiando minha vida, falando com minha boca
Pulsando o meu sangue nas minhas veias
Manobrando o meu corpo
E queimando meus neurônios....."

Algumas pessoas preferem julgar a ocasião e o momento e se dizerem satisfeitas com o que sobrou pra elas, simplesmente dizendo: - Foi Deus que quis assim. Ele me guia, é para ele que dedico toda minha vida (e se esquece de vivê-la). Esta é a razão principal para o alastramento de igrejas (principalmente em regiões mais pobres), o "falso" consolo, pessoas mal esclarecidas e com lastro de insucessos e insatisfações durante a vida são pressas fáceis para o "falsos pastores".

No bairro onde moro existem aproximadamente 10 igrejas de diversos seguimentos, algumas evangélicas, outras quadrangulares, outras do sétimo dia, existem também uma protestante, uma que ainda não identifiquei qual a sua vertente, eu sou um peixe fora da água, tido como um ateu, um "Jesse Owens" aos olhos dos nazistas. Nunca ninguém perguntou sobre minha aptidão religiosa, apenas me olham condenando por não fazer parte do que julgam ser primordial para suas vidas, que é entregá-la à JESUS. Sem saber se ele quer que seja feito isto.

O fato é que NÃO SOU ATEU! Apenas minha crença é diferente das que meus vizinhos julgam ser fundamental para viver. Deus / Jesus não é responsável pelas minhas atitudes, nem pelo caminho que escolho para viver, afinal ele me deu o LIVRE ARBÍTRIO, é com ele conduzo minha própria vida, eu sou responsável pelos meus insucessos, pelos meus desamores, pelos meus fracassos, assim como também sou responsável pela minha vitória.

E no final irei avaliar o que fiz do 'bem' mais precioso que me dera, A VIDA.

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