quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Prisioneiro sem grade



Livre dentro de uma gaiola
Saltando entre pulheiros
Voando entre as grades
Na prisão de madeira.
Pássaro insano, sem cantar, sem voar
Apenas aprisionado dentro do seu próprio ser
Sem ter pra onde ir, sem ter com quem conversar
Na sua gaiola de tijolos
Andando por entre os cômodos
Homem insano, sem falar, sem andar, sem amar.

Aprisionado na carne, aprisionado na alma
Apenas tormentos de fantasmas
Invadindo seu corpo, permeando sua mente
Pássaro ferido, sem asas, sem bico, sem penas
Homem sem amor, sem prazer, sem coração

Buscando explicações do que não é explicado
Buscando soluções do que não é solucionado
Buscando amor do que não pode ser amado

Até que aprenda novamente a voar
A andar, a saltar, a amar.
Remendo de asas, cicatrizes do coração
Marcando dias e noites, mais felizes
Mais alegres, mais claros.

Mas continuando a andar, sem parar, sem voltar
Não olhando pra trás e nem vivendo do passado
A luz esta cada vez mais clara.
O breu da escuridão já não mais é o mesmo.
Sem explicações do que não é explicado
Apenas vivido, apenas amado, apenas voado.

Ricardo Muzafir. ...... dez.07

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